O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) recomendou, em reunião online realizada hoje, a suspensão temporária da Guiné-Bissau e a transferência da presidência pro tempore da organização para outro Estado-Membro. A decisão final será tomada na próxima Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que ocorrerá em breve.
A recomendação surge após o golpe de Estado ocorrido na Guiné-Bissau no dia 26 de novembro de 2025, que gerou uma profunda preocupação entre os países lusófonos. Os chefes da diplomacia desses países analisaram a situação política e institucional do país com grande atenção e decidiram agir de forma unida e firme.
A CPLP é uma organização que tem como objetivo promover a cooperação e o desenvolvimento entre os países de língua portuguesa. Desde a sua criação, em 1996, a organização tem trabalhado incansavelmente para fortalecer as relações entre os seus membros e para promover a paz, a democracia e o respeito pelos direitos humanos.
No entanto, o recente golpe de Estado na Guiné-Bissau representa um sério desafio para esses valores e para a estabilidade da região. A CPLP não pode ficar indiferente a essa situação e, por isso, decidiu tomar medidas concretas para ajudar a resolver a crise.
A suspensão temporária da Guiné-Bissau da CPLP é uma medida que visa pressionar as autoridades do país a restaurar a ordem constitucional e a respeitar os princípios democráticos. Além disso, a transferência da presidência pro tempore para outro Estado-Membro é uma forma de garantir que a liderança da organização esteja nas mãos de um país que possa desempenhar esse papel com eficácia e responsabilidade.
É importante ressaltar que a suspensão temporária não significa o afastamento definitivo da Guiné-Bissau da CPLP. Pelo contrário, é uma forma de mostrar que a organização está disposta a ajudar o país a superar essa crise e a retomar o seu caminho rumo ao desenvolvimento e à estabilidade.
Além disso, a CPLP está pronta para apoiar a Guiné-Bissau em todas as áreas necessárias, como a promoção do diálogo entre as diferentes forças políticas, a realização de eleições livres e justas e a implementação de reformas que fortaleçam as instituições democráticas.
A decisão da CPLP é um sinal claro de que os países lusófonos estão unidos e comprometidos em defender os valores que os unem. A solidariedade e a cooperação entre os membros da organização são fundamentais para superar os desafios e construir um futuro melhor para todos.
Por isso, é importante que a Guiné-Bissau compreenda a gravidade da situação e tome medidas concretas para restaurar a ordem constitucional e respeitar os princípios democráticos. A cooperação com a CPLP é fundamental para superar essa crise e garantir um futuro de paz e prosperidade para o país e para toda a região.
A CPLP reafirma o seu compromisso com a Guiné-Bissau e com todos os seus membros. A organização continuará a trabalhar em estreita colaboração com o país para superar essa crise e construir um futuro mais promissor para todos. Acreditamos que, juntos, podemos superar esse desafio e construir uma comunidade lusófona mais forte e unida.











