Após um início promissor no primeiro semestre deste ano, a produção industrial brasileira vem apresentando uma desaceleração significativa, com resultados abaixo do esperado. Em outubro, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram um crescimento de apenas 0,2% em relação ao mês anterior, abaixo das expectativas do mercado.
Essa queda na produção industrial vem sendo observada desde o segundo semestre de 2025, quando a pandemia de Covid-19 começou a impactar a economia brasileira. No entanto, o dado de outubro foi ainda mais preocupante, já que representa o menor crescimento desde maio deste ano. Além disso, as projeções para o fechamento de 2025 não são otimistas, com uma expectativa de alta de, no máximo, 1%, em comparação com os 3,1% registrados em 2024.
Essa desaceleração na produção industrial é reflexo de diversos fatores, como a falta de insumos, a escassez de mão de obra e a alta dos preços das matérias-primas. Além disso, a instabilidade política e econômica do país também tem contribuído para esse cenário desfavorável. No entanto, é importante destacar que os resultados são distintos por setores, com alguns apresentando um desempenho melhor do que outros.
Um dos setores que vem se destacando positivamente é o da indústria automobilística, impulsionado pela retomada da demanda por veículos. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos cresceu 10,9% em outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Além disso, as exportações também tiveram um aumento significativo, com um crescimento de 33,8% em relação a outubro de 2024.
Outro setor que tem apresentado resultados positivos é o de alimentos e bebidas. Com o aumento do consumo interno e a demanda externa aquecida, a produção desses produtos teve um crescimento de 2,2% em outubro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Esse desempenho é reflexo da alta nos preços dos alimentos, impulsionada pela valorização do dólar e pela quebra de safra em alguns países.
Por outro lado, alguns setores têm sido mais afetados pela desaceleração da produção industrial. É o caso da indústria extrativa, que apresentou uma queda de 1,2% em outubro, em relação ao mês anterior. Esse resultado é influenciado pela redução na produção de minério de ferro, que é um dos principais produtos exportados pelo Brasil.
Além disso, a indústria de transformação também vem sofrendo com a desaceleração, apresentando um crescimento de apenas 0,1% em outubro. Esse setor é responsável pela produção de bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, que têm sido afetados pela alta do dólar e pela queda no poder de compra da população.
Diante desse cenário, é importante que o governo e as empresas adotem medidas para estimular a produção industrial e impulsionar a economia. Uma das ações que pode ser tomada é a redução dos impostos sobre os produtos, o que pode incentivar o consumo e aumentar a demanda. Além disso, é fundamental que sejam realizados investimentos em infraestrutura e em tecnologia, para melhorar a competitividade das empresas brasileiras.
Outra medida importante é a retomada das reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, que podem trazer mais segurança e estabilidade para o mercado. Além disso, é fundamental que haja um









