Nos últimos anos, temos acompanhado o avanço da tecnologia e a crescente utilização de algoritmos em diversas áreas, desde a recomendação de conteúdo em redes sociais até mesmo em decisões judiciais e políticas públicas. No entanto, o que muitos não percebem é que esses algoritmos, que muitas vezes são desenvolvidos com o objetivo de facilitar a vida das pessoas e tornar processos mais eficientes, estão sendo utilizados como campo de testes na humanidade. E infelizmente, os resultados têm sido os piores possíveis, como demonstrado pela escolha da “palavra” do ano de 2025.
Mas antes de discutirmos a palavra do ano, é importante entendermos o que são algoritmos. Em termos simples, algoritmos são sequências de instruções ou regras lógicas utilizadas para resolver problemas ou realizar tarefas. Eles são baseados em dados e estatísticas, e podem ser usados para tomar decisões automatizadas. No entanto, assim como qualquer ferramenta, os algoritmos são apenas tão bons quanto as informações e as intenções por trás deles.
Um dos principais problemas com os algoritmos é a sua falta de transparência. Muitas vezes, eles são desenvolvidos por empresas ou organizações com interesses próprios e sem a devida regulamentação. Isso significa que não sabemos exatamente como os algoritmos funcionam e quais dados são utilizados para tomar decisões. Essa falta de transparência pode resultar em viéses e discriminação, muitas vezes de forma inconsciente.
Um exemplo disso é o algoritmo utilizado pelo sistema de justiça norte-americano para determinar o risco de reincidência de criminosos. Estudos têm mostrado que esse algoritmo é mais propenso a classificar pessoas negras como de alto risco, mesmo que tenham cometido crimes menores, do que pessoas brancas com histórico criminal mais grave. O resultado disso é que os negros acabam sendo sentenciados a penas mais longas e têm menos chances de liberdade condicional. Essa é apenas uma das muitas situações em que os algoritmos têm perpetuado o racismo e a desigualdade.
Além disso, os algoritmos também podem ser manipulados para fins políticos. Em 2016, a empresa de marketing político Cambridge Analytica utilizou dados de milhões de usuários do Facebook para criar perfis psicológicos e influenciar a opinião dos eleitores durante a campanha presidencial dos Estados Unidos. Isso levantou questões sobre privacidade e ética no uso de dados, além de mostrar como os algoritmos podem ser utilizados de forma maliciosa para manipular as pessoas.
Mas talvez o exemplo mais assustador do uso de algoritmos como campo de testes na humanidade seja a “palavra” do ano de 2025. Segundo pesquisas, o termo escolhido foi “desigualdade”. Isso significa que, se nada for feito, a desigualdade social continuará aumentando ao longo dos próximos anos. E os algoritmos têm grande responsabilidade nisso.
Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostrou que os algoritmos utilizados por sites de emprego tendem a perpetuar a desigualdade de gênero, recomendando mais vagas e salários mais altos para homens do que para mulheres. Isso porque esses algoritmos são treinados com base em dados históricos, que já refletem a desigualdade existente na sociedade. Como resultado, as mulheres acabam tendo menos oportunidades e ganhando menos do que os homens.
Além disso, os algoritmos também podem aprofundar a divisão entre ricos e pobres. Com a automação de processos e o uso cada










