Frente Comum e CGTP manifestaram-se, esta quinta-feira, em frente ao Parlamento onde mostraram “cartão vermelho” ao Governo. Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, lamentou a abstenção do Partido Socialista (PS) na votação final global do Orçamento do Estado (OE) para 2020. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, lembrou que os protagonistas deste OE são os mesmos que estiveram envolvidos na reforma à lei laboral. Ambos apontaram para a greve geral marcada para o dia 11 de dezembro.
A manifestação desta quinta-feira foi mais uma forma de protesto dos sindicatos contra as medidas do Governo que consideram prejudiciais aos trabalhadores e à classe trabalhadora em geral. Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes mostraram a sua insatisfação com o rumo que o país está a tomar.
Sebastião Santana, em declarações à imprensa, afirmou que a abstenção do PS na votação final do OE foi uma “desilusão” e que o partido “falhou” com os trabalhadores. Para ele, esta abstenção é um sinal de que o Governo não está a ouvir as reivindicações dos sindicatos e que continua a privilegiar os interesses do patronato em detrimento dos direitos dos trabalhadores.
Tiago Oliveira, por sua vez, destacou que os protagonistas deste OE são os mesmos que estiveram envolvidos na reforma à lei laboral, que foi aprovada em julho deste ano. Para ele, esta reforma é um ataque aos direitos dos trabalhadores e uma forma de precarizar ainda mais o mercado de trabalho. O secretário-geral da CGTP afirmou que a greve geral marcada para o dia 11 de dezembro é uma forma de mostrar ao Governo que os trabalhadores não vão aceitar estas medidas e que vão lutar pelos seus direitos.
A reforma à lei laboral, aprovada em julho, trouxe várias alterações que foram contestadas pelos sindicatos. Entre elas, destacam-se o alargamento do período experimental para jovens à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração, a possibilidade de renovação dos contratos a termo até seis vezes, a redução do valor das indemnizações por despedimento e a facilitação dos despedimentos por extinção do posto de trabalho.
Os sindicatos consideram que estas medidas vão precarizar ainda mais o mercado de trabalho e que vão afetar principalmente os trabalhadores mais vulneráveis. Além disso, afirmam que estas alterações vão contra os direitos conquistados ao longo dos anos e que são uma forma de favorecer as empresas em detrimento dos trabalhadores.
A abstenção do PS na votação final do OE para 2020 foi mais um sinal de que o Governo não está a ouvir as reivindicações dos sindicatos. Apesar de terem sido feitas algumas alterações ao OE, como a subida do salário mínimo nacional para 635 euros, os sindicatos consideram que estas medidas são insuficientes e que não resolvem os problemas dos trabalhadores.
A greve geral marcada para o dia 11 de dezembro é uma forma de mostrar ao Governo que os trabalhadores estão unidos e determinados a lutar pelos seus direitos. Os sindicatos apelam à participação de todos os trabalhadores nesta greve, que promete paralisar o país e mostrar a força da classe trabalhadora.
É importante que o Governo ouça as reivindicações dos sindicatos e que tome medidas que realmente beneficiem os trabalhadores e a classe trabalhadora em geral. É preciso que sejam criadas políticas que promovam a estabilidade no mercado de trabalho e que garantam direitos e condições dign









