Um roteiro para acabar com os combustíveis fósseis é apoiado por 82 países na Conferência do Clima na Amazónia. Portugal concorda se o acordo for incluído em textos oficiais da COP30 mas lembra que não há “uma meta vinculativa para amanhã”. A Ministra do Ambiente admite que 2026 já verá o princípio do fim dos subsídios aos combustíveis em Portugal.
A luta contra as mudanças climáticas tem sido uma das principais preocupações globais nas últimas décadas. Com o aumento das temperaturas, eventos climáticos extremos e a degradação do meio ambiente, é urgente que medidas sejam tomadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e diminuir nossa dependência dos combustíveis fósseis. E é com grande esperança que recebemos a notícia de que 82 países se uniram em um roteiro para acabar com os combustíveis fósseis na Conferência do Clima na Amazónia.
O acordo, que foi apresentado por um grupo de países liderados pela Costa Rica, tem como objetivo principal eliminar gradualmente o uso de combustíveis fósseis até 2050. Isso significa que, em pouco mais de três décadas, não dependeremos mais de fontes de energia não renováveis, como o petróleo, o carvão e o gás natural. Além disso, o roteiro também prevê a redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, o que é um passo significativo para alcançar a neutralidade de carbono.
Portugal, que tem sido um líder na luta contra as mudanças climáticas, se juntou a esse grupo de países e concordou em apoiar o roteiro, desde que ele seja incluído nos textos oficiais da COP30. A Ministra do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que o país está comprometido em reduzir suas emissões e que o acordo é um passo importante nessa direção. No entanto, ele também lembrou que não há uma meta vinculativa para amanhã e que é necessário um esforço conjunto de todos os países para alcançar esse objetivo.
É importante ressaltar que Portugal tem feito grandes progressos na transição para uma economia mais verde e sustentável. Desde 2005, o país reduziu suas emissões em 24%, enquanto sua economia cresceu 46%. Além disso, Portugal é um dos países europeus que mais investe em energias renováveis, com cerca de 54% de sua eletricidade proveniente de fontes limpas. No entanto, ainda há muito a ser feito e o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis é um passo crucial nessa jornada.
A Ministra do Ambiente também admitiu que, se o roteiro for implementado com sucesso, Portugal verá o princípio do fim dos subsídios aos combustíveis em 2026. Isso significa que o governo deixará de apoiar financeiramente a produção e o consumo de combustíveis fósseis, o que incentivará ainda mais a transição para fontes de energia limpa. Além disso, essa medida também terá um impacto positivo na economia, pois os investimentos em energias renováveis criarão empregos e impulsionarão o crescimento econômico.
É importante destacar que o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis não é apenas uma questão ambiental, mas também uma questão de justiça social. Os subsídios beneficiam principalmente as grandes empresas de energia, enquanto os cidadãos comuns arcam com os custos ambientais e sociais. Portanto, é fundamental que o governo assuma a responsabilidade de promover uma transição justa e equitativa para uma economia de baixo carbono.
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