Mariana Mortágua, deputada e coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), acusou recentemente o Governo de intransigência nas negociações sobre a lei laboral. Segundo Mortágua, o executivo está a preparar-se para aprovar as alterações com o apoio do partido de extrema-direita Chega e da Iniciativa Liberal.
As declarações de Mariana Mortágua surgem num momento em que o Governo se encontra em negociações com os parceiros sociais para alterar a legislação laboral. O objetivo é tornar o mercado de trabalho mais flexível e competitivo, de forma a impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego.
No entanto, para Mariana Mortágua, as propostas do Governo vão no sentido oposto. A deputada do BE afirma que as alterações à lei laboral visam precarizar ainda mais as condições de trabalho, reduzir os direitos dos trabalhadores e aumentar a exploração laboral. Além disso, Mortágua acusa o executivo de estar a ceder às pressões do Chega e da Iniciativa Liberal, que defendem uma flexibilização ainda maior das leis laborais.
Para o BE, estas alterações são inaceitáveis e vão contra os princípios de justiça e igualdade que o partido defende. Mariana Mortágua afirma que o Governo tem sido intransigente nas negociações e que não está disposto a ouvir as propostas do BE e dos restantes partidos de esquerda, que defendem uma maior proteção dos direitos dos trabalhadores.
Esta posição do BE é partilhada por outros partidos e organizações, como o PCP e a CGTP, que também têm criticado duramente as propostas do Governo. Para estes, as alterações à lei laboral vão agravar ainda mais a precariedade e a desigualdade no mercado de trabalho, prejudicando os trabalhadores e beneficiando apenas as empresas.
No entanto, o Governo tem uma visão diferente. Para o executivo, as alterações à lei laboral são necessárias para tornar o mercado de trabalho mais dinâmico e competitivo, atraindo investimento e criando emprego. O Governo defende que as propostas em cima da mesa vão no sentido de modernizar as relações laborais e adaptá-las às novas realidades do mercado.
Além disso, o Governo rejeita as acusações de intransigência e afirma que tem estado aberto ao diálogo com todos os parceiros sociais. O executivo defende que é necessário encontrar um equilíbrio entre a proteção dos trabalhadores e a competitividade das empresas, de forma a garantir o crescimento económico e a criação de emprego.
No entanto, para Mariana Mortágua e outros críticos, as propostas do Governo vão muito além desse equilíbrio, favorecendo claramente as empresas em detrimento dos direitos dos trabalhadores. Além disso, a possibilidade de o Chega e a Iniciativa Liberal apoiarem as alterações à lei laboral é vista como uma manobra política do Governo, que pretende aprovar as medidas a qualquer custo.
Perante esta situação, o BE e outros partidos e organizações têm apelado à mobilização dos trabalhadores e à pressão sobre o Governo para que este recue nas suas propostas. Para Mariana Mortágua, é fundamental que os trabalhadores se unam e lutem pelos seus direitos, pois só assim será possível travar as alterações à lei laboral e garantir um mercado de trabalho mais justo e equilibrado.
Em conclusão, as declarações de Mariana Mortágua refletem a preocupação e a revolta de muitos trabalhadores e organizações per









