O mundo vem enfrentando grandes desafios ambientais, sociais e econômicos nas últimas décadas. A mudança climática, a desigualdade social e a crise econômica são apenas alguns exemplos dos problemas que afetam a vida de milhões de pessoas em todo o planeta. Diante dessa realidade, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) se tornou um espaço fundamental para discutir e encontrar soluções para esses impasses.
No entanto, a cada ano que passa, a COP se depara com novos desafios e impasses que dificultam a tomada de decisões e a implementação de medidas efetivas. A conferência é um encontro de líderes mundiais, representantes de governos, organizações não governamentais e sociedade civil, que se reúnem para discutir e negociar ações para combater as mudanças climáticas e seus impactos.
A COP é o principal fórum internacional para discutir questões climáticas e tem como objetivo alcançar acordos globais e compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aquecimento global. No entanto, apesar dos avanços alcançados em algumas edições da conferência, ainda há muito a ser feito para alcançar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris.
A 25ª edição da COP, realizada em Madrid, em dezembro de 2019, foi considerada um fracasso por muitos especialistas e ativistas. A conferência foi marcada pela falta de comprometimento de alguns países em relação às metas de redução de emissões e pela ausência de medidas concretas para enfrentar a crise climática. Além disso, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a falta de liderança de países desenvolvidos também foram fatores que contribuíram para a falta de progresso na COP25.
Diante desse cenário, a COP26, que será realizada em Glasgow, na Escócia, em novembro de 2021, se torna ainda mais urgente e crucial. A conferência será um momento crucial para os líderes mundiais demonstrarem comprometimento e responsabilidade com o futuro do planeta e das próximas gerações. É preciso que a COP26 seja um marco na luta contra as mudanças climáticas e que as decisões tomadas sejam efetivas e capazes de conter o aumento da temperatura global.
O apelo pela urgência na COP26 é reforçado pelos recentes eventos extremos que têm acontecido em diferentes partes do mundo. Incêndios florestais, furacões, inundações e secas são apenas algumas das consequências do aquecimento global. Esses eventos têm impactos devastadores na vida das pessoas e do meio ambiente, e deixam claro que a crise climática é uma realidade urgente e que precisa ser enfrentada com ações concretas.
Além disso, a pandemia de Covid-19 também trouxe à tona a importância de se pensar em um desenvolvimento sustentável e em soluções que levem em conta a preservação do meio ambiente e a justiça social. A crise sanitária mostrou que estamos todos conectados e que é preciso trabalhar juntos para enfrentar os desafios globais.
Nesse sentido, a COP26 deve ser um espaço para a construção de parcerias e cooperação entre os países, com o objetivo de encontrar soluções conjuntas e efetivas para a crise climática. É preciso que os líderes mundiais coloquem de lado interesses políticos e econômicos e se comprometam verdadeiramente com a implementação de medidas que garantam a sustentabilidade do planeta e o bem-estar da população.
Além disso, é fundamental que a sociedade civil também seja ouvida e tenha participação ativa na COP26. Organizações não governamentais







