Um levantamento inédito realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelou dados alarmantes sobre grupos conspiratórios no aplicativo de mensagens Telegram. O estudo catalogou diversas causas infundadas e falsas promessas de cura, que estão sendo disseminadas por esses grupos, e traz à tona a importância de se combater a desinformação.
O Telegram é um aplicativo de mensagens que tem ganhado cada vez mais popularidade nos últimos anos. Com a promessa de privacidade e segurança, muitos usuários migraram de outras plataformas para o Telegram. No entanto, essa migração também trouxe consigo um aumento no número de grupos conspiratórios, que utilizam a plataforma para disseminar teorias da conspiração e informações falsas.
O levantamento realizado pelos pesquisadores da USP analisou mais de 100 grupos conspiratórios no Telegram, que somam mais de 1 milhão de membros. Dentre as principais causas infundadas encontradas, estão a negação da pandemia de Covid-19, a disseminação de teorias da conspiração sobre a vacinação e a defesa de tratamentos sem comprovação científica.
Um dos dados mais preocupantes revelados pelo estudo é a quantidade de promessas de cura falsas que estão sendo divulgadas por esses grupos. Segundo os pesquisadores, mais de 70% dos grupos analisados promovem algum tipo de tratamento milagroso, que promete curar doenças como o câncer e a Covid-19. No entanto, essas promessas são completamente infundadas e podem colocar em risco a saúde dos usuários que acreditam nessas informações.
Além disso, o levantamento também apontou que muitos desses grupos conspiratórios são financiados por empresas e indivíduos que lucram com a disseminação de informações falsas. Essas empresas se aproveitam da vulnerabilidade e da desinformação das pessoas para vender produtos e serviços que não possuem eficácia comprovada.
É importante ressaltar que a disseminação de informações falsas não é um problema exclusivo do Telegram. Outras plataformas, como o WhatsApp e as redes sociais, também são utilizadas para propagar teorias da conspiração e promessas de cura falsas. No entanto, o Telegram se destaca por oferecer uma maior privacidade e segurança, o que pode atrair ainda mais usuários para esses grupos conspiratórios.
Diante desse cenário, é fundamental que as pessoas tenham um senso crítico e busquem informações em fontes confiáveis. A disseminação de informações falsas pode ter consequências graves, como a recusa em se vacinar ou a utilização de tratamentos sem eficácia comprovada, que podem colocar em risco a saúde individual e coletiva.
Além disso, é necessário que as plataformas de comunicação, como o Telegram, tenham um papel ativo no combate à desinformação. É preciso que essas empresas criem mecanismos para identificar e remover conteúdos falsos e que incentivem a divulgação de informações confiáveis.
O levantamento realizado pelos pesquisadores da USP é um alerta para a gravidade da disseminação de informações falsas e a importância de se combater esse problema. É preciso que todos nós, como sociedade, tenhamos um papel ativo nessa luta, buscando sempre a verdade e a informação de fontes confiáveis. Afinal, a saúde e a segurança de todos dependem disso.








