A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, foi chamada a prestar depoimento no Parlamento para explicar a recente morte de uma grávida de 38 anos no Hospital Amadora Sintra. Durante a sessão, a ministra manifestou o seu pesar pela trágica perda e explicou os possíveis motivos que têm levado ao aumento de partos fora dos hospitais.
De acordo com Ana Paula Martins, existem dois fatores principais que contribuem para este aumento: o primeiro é o número de grávidas que nunca foram acompanhadas durante a gestação e o segundo são as recém-chegadas a Portugal. Estas mulheres muitas vezes não possuem um médico de referência e acabam por ter o seu parto em casa ou em locais não qualificados para tal.
A ministra explica que, apesar de ser uma situação preocupante, é necessário distinguir estes casos dos partos planeados fora dos hospitais, que têm aumentado por opção das próprias mulheres. Nestes casos, as grávidas procuram um parto mais humanizado e menos medicalizado, o que é seu direito e deve ser respeitado.
No entanto, é importante que todas as grávidas tenham acesso a um acompanhamento médico adequado durante toda a gravidez. A falta de pré-natal pode trazer riscos tanto para a mãe como para o bebé, podendo inclusive resultar em complicações durante o parto.
A ministra lamenta que, apesar dos esforços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para garantir um acompanhamento eficaz, ainda existam casos de grávidas que não têm acesso a consultas de pré-natal. Por isso, é necessário que todos os cidadãos se conscientizem da importância de um acompanhamento médico regular durante a gravidez e que as autoridades promovam medidas para garantir o acesso a este serviço.
Além disso, a ministra sublinhou a importância de acolher e ajudar as recém-chegadas a Portugal, que muitas vezes se encontram numa situação de vulnerabilidade. É necessário que o SNS esteja preparado para atender a estas mulheres, oferecendo-lhes um atendimento humanizado e de qualidade.
Outro fator que contribui para o aumento de partos fora dos hospitais é a falta de informação. Muitas mulheres não conhecem os seus direitos e acabam por tomar decisões sem ter conhecimento de todas as opções que têm à sua disposição. Por isso, é fundamental que haja uma maior divulgação das possibilidades de acompanhamento médico durante a gravidez e do que o SNS tem a oferecer.
A ministra Ana Paula Martins assegura que o SNS está empenhado em garantir um acompanhamento de qualidade, tanto para as grávidas portuguesas como para as recém-chegadas a Portugal. Estão em curso medidas para reforçar o acompanhamento pré-natal, bem como para promover a informação e a consciencialização da população.
Para além disso, é importante que todos os cidadãos contribuam para a melhoria do sistema de saúde, denunciando situações de falta de acompanhamento médico durante a gravidez. A saúde é um direito de todos e cabe a cada um de nós zelar por ela.
Em suma, a morte da grávida no Hospital Amadora Sintra é uma trágica lembrança de que ainda há muito a ser feito para garantir que todas as grávidas tenham acesso a um acompanhamento médico adequado. No entanto, a ministra Ana Paula Martins assegura que o SNS está a trabalhar para inverter esta tendência e garantir que todas as mulheres tenham um parto seguro e saudável. É necessário que haja um esforço conjunto de todos para garantir que nenhuma grávida fique desprotegida e que todas as crianças tenham um bom começo









