No último trimestre, o setor público brasileiro apresentou um déficit primário de R$ 39,365 bilhões, o que representa 0,32% do Produto Interno Bruto (PIB). Esses números foram divulgados pelo Banco Central (BC) e mostram uma realidade preocupante para a economia do país.
O déficit primário é a diferença entre as receitas e despesas do governo, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Ou seja, quando o resultado é negativo, significa que o governo está gastando mais do que arrecada, o que pode levar a um aumento da dívida e comprometer a estabilidade econômica.
No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit primário do setor público chegou a R$ 33,235 bilhões, de acordo com o BC. Esse número é ainda mais preocupante quando comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi positivo em R$ 5,844 bilhões.
O Governo Central, que engloba o Tesouro Nacional, o Banco Central e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi o principal responsável pelo déficit primário do setor público. Apenas no mês de setembro, o resultado foi negativo em R$ 5,032 bilhões. Já nos últimos 12 meses, o déficit chegou a R$ 68,971 bilhões.
Esses números refletem a atual situação econômica do país, que enfrenta uma crise política e uma lenta recuperação da atividade econômica. Com a queda da arrecadação de impostos e o aumento dos gastos públicos, o governo tem encontrado dificuldades para equilibrar suas contas e cumprir as metas fiscais.
No entanto, é importante ressaltar que o déficit primário não é um problema exclusivo do Brasil. Vários países ao redor do mundo também enfrentam essa situação, principalmente após a crise financeira de 2008. O importante é que o governo adote medidas para reverter esse quadro e garantir a sustentabilidade das contas públicas.
Uma das principais medidas adotadas pelo governo para tentar equilibrar suas contas é a reforma da Previdência. Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, os gastos com aposentadorias e pensões têm crescido de forma preocupante. A reforma é fundamental para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário e reduzir o déficit público.
Além disso, é necessário que o governo adote medidas para aumentar a eficiência dos gastos públicos e combater a corrupção. A redução de despesas desnecessárias e o combate à sonegação fiscal podem contribuir para melhorar a arrecadação e reduzir o déficit.
Outra medida importante é a retomada do crescimento econômico. Com uma economia mais forte e aquecida, a arrecadação de impostos tende a aumentar, o que pode ajudar a equilibrar as contas públicas. Para isso, é fundamental que o governo adote políticas que estimulem o investimento e a geração de empregos.
Apesar dos desafios, é importante manter uma visão positiva e acreditar que o país pode superar essa crise. O Brasil possui uma economia diversificada e um povo empreendedor, que pode contribuir para a retomada do crescimento. Além disso, o país possui uma das maiores reservas de recursos naturais do mundo, o que pode ser um grande trunfo para impulsionar a economia.
Portanto, é fundamental que o governo adote medidas responsáveis e eficazes para reverter o déficit primário e garantir a estabilidade econômica do país. A população também pode contribuir, pagando seus impostos de forma correta e exigindo transparência e eficiência na gestão dos










