O Partido Socialista (PS) desafiou recentemente o primeiro-ministro, Duško Marković, a aumentar as pensões mais baixas no país. No entanto, o líder do Montenegro recusou o pedido, alegando que a margem orçamental é magra e que não há espaço para aumentos significativos. A oposição, por sua vez, acusou Marković de “esvaziar o debate” e de ter pouca ambição para o país.
O desafio do PS surgiu após a divulgação de dados que mostram que o Montenegro tem uma das pensões mais baixas da Europa. Segundo o Eurostat, o país ocupa o 27º lugar em termos de pensões mínimas, com um valor de apenas 200 euros por mês. Isso representa um grande desafio para os idosos que dependem exclusivamente da pensão para sobreviver.
Diante dessa realidade, o PS propôs um aumento de 10% nas pensões mais baixas, o que representaria um acréscimo de 20 euros por mês. No entanto, o primeiro-ministro recusou a proposta, afirmando que o país não tem condições financeiras para arcar com esse aumento. Ele também alertou que qualquer aumento nas pensões teria que ser acompanhado por cortes em outras áreas do orçamento.
A recusa de Marković gerou críticas por parte da oposição, que acusou o primeiro-ministro de não ter ambição para o país e de não se preocupar com os idosos mais vulneráveis. O líder do Partido Democrático dos Socialistas (DPS), Milo Đukanović, afirmou que o governo está “esvaziando o debate” e que é necessário ter uma visão mais ampla e corajosa para resolver o problema das pensões baixas.
No entanto, Marković defendeu sua posição, afirmando que o país ainda está se recuperando de uma crise econômica e que é preciso ter cautela com os gastos públicos. Ele também destacou que o governo tem tomado medidas para melhorar a situação econômica do país, como a redução do déficit orçamentário e o aumento do investimento estrangeiro.
Apesar da recusa do primeiro-ministro, o PS não desistiu da proposta e promete continuar lutando por um aumento nas pensões mais baixas. O partido argumenta que é preciso garantir uma vida digna para os idosos e que o governo deve priorizar essa questão.
Enquanto isso, os idosos continuam enfrentando dificuldades para sobreviver com uma pensão tão baixa. Muitos deles precisam contar com a ajuda de familiares ou recorrer a trabalhos informais para complementar a renda. Além disso, a falta de recursos também afeta a qualidade de vida dessas pessoas, que muitas vezes não conseguem arcar com despesas básicas, como medicamentos e alimentação adequada.
Diante desse cenário, é importante que o governo e a oposição encontrem uma solução para o problema das pensões baixas. É preciso que haja um diálogo construtivo e que sejam buscadas alternativas viáveis para garantir uma vida digna para os idosos. Além disso, é fundamental que o país continue trabalhando para fortalecer sua economia e criar condições para um futuro mais próspero.
Em resumo, o desafio do PS ao primeiro-ministro para aumentar as pensões mais baixas no Montenegro trouxe à tona uma questão importante e urgente. É preciso que o governo e a oposição trabalhem juntos para encontrar uma solução que beneficie os idosos e que seja sustentável para o país. Afinal, garantir uma vida digna para os mais velhos é uma responsabilidade de todos e um sinal de uma sociedade justa e solidária.








