O coração é um órgão vital que bombeia sangue para todo o nosso corpo, fornecendo oxigênio e nutrientes essenciais para o seu funcionamento adequado. No entanto, em muitos casos, nosso estilo de vida e hábitos podem levar a doenças cardiovasculares graves, como ataques cardíacos e derrames cerebrais. Felizmente, um novo estudo revelou que quase todos os eventos cardiovasculares graves podem ser prevenidos por meio de mudanças de hábitos e condições modificáveis. Este é um marco importante na prevenção e tratamento dessas doenças, e uma notícia extremamente positiva para todos nós.
O estudo, conhecido como “Estudo Interheart”, foi o maior já realizado sobre fatores de risco para doenças cardiovasculares. Ele analisou mais de 27 mil participantes em 52 países diferentes, incluindo pessoas que sofreram ataques cardíacos e derrames cerebrais, bem como um grupo de controle saudável. Os resultados foram surpreendentes: 90% dos ataques cardíacos podem ser atribuídos a nove fatores de risco modificáveis. Isso significa que quase todos os eventos cardiovasculares graves poderiam ter sido evitados com mudanças de hábitos e condições.
Entre os nove fatores de risco identificados pelo estudo, cinco estão diretamente relacionados ao nosso estilo de vida: tabagismo, inatividade física, alimentação não saudável, consumo excessivo de álcool e obesidade. Os outros quatro fatores estão relacionados a condições médicas que podem ser tratadas e controladas, como hipertensão, diabetes, estresse e dislipidemia (níveis elevados de colesterol ou triglicerídeos no sangue).
O tabagismo, por exemplo, é responsável por 36% dos ataques cardíacos em todo o mundo. A inatividade física, que muitas vezes está associada ao sedentarismo e ao trabalho em escritório, representa 12% dos casos. Já a alimentação não saudável, que inclui o alto consumo de sal, açúcar e gordura saturada, é responsável por 11,3% dos ataques cardíacos. O consumo excessivo de álcool, que é definido como mais de uma bebida por dia para mulheres e mais de duas bebidas por dia para homens, é responsável por 5,8% dos casos. Por fim, a obesidade, que é definida como um índice de massa corporal (IMC) acima de 30, é responsável por 6,5% dos ataques cardíacos.
Esses números são alarmantes, mas também são um alerta para a necessidade de mudanças em nossos hábitos e estilo de vida. Pequenas mudanças podem ter um grande impacto na prevenção de doenças cardiovasculares. Parar de fumar, por exemplo, pode reduzir significativamente o risco de ataque cardíaco. Segundo o estudo, o risco de ataque cardíaco diminui em cerca de 36% após apenas um ano sem fumar.
A prática regular de exercícios físicos também é extremamente benéfica para o coração. Além de ajudar a manter um peso saudável, a atividade física ajuda a controlar a pressão arterial, o colesterol e o estresse. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, adultos devem praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, como caminhadas, corridas ou natação.
Uma alimentação saudável também é essencial para a prevenção de doenças cardiovasculares. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais, peixes e gorduras saudáveis, pode reduzir o risco de ataque









