Dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam uma queda inédita na taxa de fecundidade no Brasil, além de um aumento no número de mulheres que optam por não ter filhos ou postergam a maternidade para mais tarde na vida.
De acordo com o estudo, a taxa de fecundidade no país caiu para 1,71 filho por mulher em 2019, o menor índice registrado desde o início da série histórica em 1980. Em comparação com 2018, houve uma queda de 4,5% na taxa de fecundidade, o que representa uma redução significativa em apenas um ano.
Essa mudança no comportamento reprodutivo das brasileiras pode ser explicada por diversos fatores, como a maior inserção das mulheres no mercado de trabalho, a busca por mais qualificação e estabilidade financeira, além de uma maior preocupação com a carreira e o desenvolvimento pessoal.
Além disso, o estudo também aponta um aumento no número de mulheres que encerram o ciclo reprodutivo sem filhos. Em 2018, 18,5% das mulheres entre 40 e 44 anos não tinham filhos, enquanto em 2019 esse número subiu para 19,4%. Esse é o maior percentual registrado desde 2004, quando o IBGE começou a coletar esses dados.
A postergação da maternidade também é um fenômeno cada vez mais comum entre as brasileiras. Segundo o IBGE, em 2004, a média de idade das mulheres no primeiro filho era de 24,6 anos. Já em 2019, esse número subiu para 27,1 anos. Isso significa que as mulheres estão esperando mais tempo para terem filhos, seja por questões financeiras, profissionais ou até mesmo pessoais.
Essa mudança no perfil reprodutivo das brasileiras é um reflexo da evolução da sociedade e das mudanças nos papéis de gênero. As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço e autonomia, e isso se reflete também na decisão de ter ou não filhos, e em qual momento da vida isso acontecerá.
Além disso, é importante ressaltar que essa escolha não deve ser vista como algo negativo ou preocupante. Pelo contrário, é um sinal de que as mulheres estão buscando mais controle sobre suas vidas e fazendo escolhas conscientes e responsáveis.
É importante também destacar que essa queda na taxa de fecundidade não significa que o país terá uma diminuição na população. Segundo o IBGE, a taxa ainda está acima do nível de reposição, que é de 2,1 filhos por mulher. Ou seja, a população brasileira ainda continuará crescendo, mas em um ritmo mais lento.
Além disso, essa mudança no perfil reprodutivo pode trazer benefícios para a sociedade, como uma maior qualidade de vida para as famílias e uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho.
É necessário que a sociedade compreenda e apoie as escolhas das mulheres em relação à maternidade, sem julgamentos ou pressões. Cada mulher tem o direito de decidir sobre sua vida e seu corpo, e essa decisão deve ser respeitada.
Portanto, os dados do IBGE revelam uma mudança positiva na sociedade brasileira, com mulheres cada vez mais empoderadas e conscientes de suas escolhas. É importante que essa evolução seja valorizada e incentivada, para que as mulheres possam continuar conquistando seus espaços e realizando seus sonhos, sejam eles quais forem.










