Geriatra desmistifica noções equivocadas que podem sabotar a saúde e a longevidade depois dos 60 anos
Com o aumento da expectativa de vida, é cada vez mais comum encontrar pessoas com mais de 60 anos ativas e saudáveis. No entanto, ainda existem muitas noções equivocadas sobre o envelhecimento que podem sabotar a saúde e a longevidade nessa fase da vida. Para desmistificar essas ideias, conversamos com um geriatra, especialista em cuidados com a saúde dos idosos, que nos trouxe informações valiosas e motivadoras sobre como envelhecer com qualidade de vida.
Um dos mitos mais comuns sobre o envelhecimento é que a partir dos 60 anos, as pessoas devem diminuir o ritmo e se aposentar de suas atividades. No entanto, o geriatra nos alerta que isso não é verdade. “Cada pessoa envelhece de forma diferente e é importante respeitar o seu próprio ritmo. É possível continuar trabalhando, praticando atividades físicas e se divertindo mesmo depois dos 60 anos”, explica o médico.
Outra crença equivocada é de que a velhice é sinônimo de doenças e limitações. Embora seja comum que com o envelhecimento surjam algumas condições de saúde, isso não significa que a pessoa deva se tornar dependente ou deixar de aproveitar a vida. “Com os avanços da medicina, é possível prevenir e tratar muitas doenças que antes eram consideradas inevitáveis com o envelhecimento. Além disso, é importante manter uma rotina de cuidados com a saúde, como alimentação saudável e atividades físicas, para prevenir o surgimento de doenças e manter a qualidade de vida”, afirma o geriatra.
Um dos grandes medos das pessoas ao envelhecer é a perda da memória e o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer. No entanto, o especialista nos tranquiliza dizendo que a maioria dos esquecimentos comuns na terceira idade são normais e não significam necessariamente que a pessoa está com demência. “É importante estar atento a mudanças significativas na memória e buscar ajuda médica caso haja suspeita de algum problema. Mas, na maioria dos casos, é possível manter a mente ativa e saudável com atividades cognitivas e sociais”, afirma o geriatra.
Outro mito que pode sabotar a saúde e a longevidade é a ideia de que a vida sexual acaba depois dos 60 anos. O geriatra nos explica que, embora possa haver algumas mudanças no desempenho sexual com o envelhecimento, é possível manter uma vida sexual ativa e satisfatória. “O importante é manter uma comunicação aberta com o parceiro e buscar ajuda médica caso haja alguma dificuldade. Além disso, é importante lembrar que a intimidade e o carinho são fundamentais em qualquer idade”, ressalta o médico.
Além das questões físicas e mentais, o geriatra também alerta para a importância de cuidar da saúde emocional na terceira idade. Muitas vezes, as pessoas se sentem solitárias e sem propósito após a aposentadoria, o que pode levar a quadros de depressão e ansiedade. “É importante manter uma rede de apoio, cultivar amizades e buscar atividades que tragam prazer e satisfação. A terceira idade pode ser uma fase de descobertas e novas experiências”, afirma o especialista.
Por fim, o geriatra nos lembra que envelhecer é um privilégio e que devemos encarar essa fase da vida com positividade e motivação. “A idade não define quem somos e nem nossas capacidades. É importante manter uma








