No início deste mês, a diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Elisa Bastos Silva, pediu vista em um processo que pode ter um impacto significativo na dívida da Light, uma das principais empresas de distribuição de energia do país. O pedido de vista foi feito em resposta a uma solicitação da própria Light, que busca a reavaliação dos parâmetros regulatórios de perdas não técnicas estabelecidos na Revisão Tarifária Periódica (RTP) de 2022.
A Light é responsável por fornecer energia elétrica para mais de 10 milhões de consumidores no estado do Rio de Janeiro. No entanto, a empresa vem enfrentando dificuldades financeiras nos últimos anos, principalmente devido às perdas não técnicas, que são aquelas decorrentes de fraudes, furtos e ligações clandestinas de energia. Segundo a Light, essas perdas representam cerca de 20% da energia distribuída pela empresa, o que resulta em um prejuízo anual de aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
Diante desse cenário, a Light solicitou à Aneel a revisão dos parâmetros regulatórios de perdas não técnicas, alegando que os valores estabelecidos na RTP de 2022 são insuficientes para cobrir os custos com essas perdas. A empresa argumenta que, se os parâmetros não forem reavaliados, a dívida acumulada com as perdas não técnicas pode chegar a R$ 5,4 bilhões até o final de 2022.
O pedido de vista feito pela diretora Elisa Bastos Silva é um procedimento comum na Aneel, que permite que os membros do órgão tenham mais tempo para analisar o processo antes de tomar uma decisão. No entanto, o pedido gerou preocupação entre os investidores da Light, que temem que a revisão dos parâmetros regulatórios possa resultar em um aumento nas tarifas de energia para os consumidores.
Apesar disso, é importante ressaltar que a diretora Elisa Bastos Silva não se posicionou contra o pedido da Light, apenas solicitou mais tempo para analisar o processo. Além disso, a Aneel possui uma equipe técnica altamente qualificada, que irá avaliar todos os aspectos do pedido da Light antes de tomar uma decisão.
É compreensível que a Light esteja buscando formas de reduzir suas perdas não técnicas e equilibrar suas finanças. No entanto, é importante lembrar que a Aneel tem o papel de regular o setor elétrico e garantir que as tarifas de energia sejam justas para os consumidores e viáveis para as empresas. Qualquer decisão tomada pela agência será baseada em estudos e análises técnicas, visando sempre o interesse público.
Além disso, é importante destacar que a Light vem adotando medidas para combater as perdas não técnicas, como a instalação de medidores inteligentes e ações de fiscalização e combate às fraudes. Essas iniciativas já estão apresentando resultados positivos, com uma redução de 10% nas perdas não técnicas em 2020 em comparação com o ano anterior.
Portanto, é preciso ter cautela ao analisar o pedido da Light e confiar no trabalho da Aneel para tomar uma decisão justa e equilibrada. A revisão dos parâmetros regulatórios pode ser uma oportunidade para a empresa melhorar sua situação financeira e garantir um serviço de qualidade para os consumidores. Além disso, é importante que a Light continue investindo em medidas para reduzir suas perdas não técnicas e garantir a sustentabilidade do setor elétrico.
Em resumo, o pedido de vista feito pela diretora da Aneel em relação ao processo da Light é um proced









