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O que é ‘masculinismo’, movimento de coachs e misoginia em redes sociais

em Cidades
Tempo de leitura: 3 mins read
O que é ‘masculinismo’, movimento de coachs e misoginia em redes sociais

A violência contra a mulher é um problema social que infelizmente ainda persiste em nossa sociedade. A cada dia, somos bombardeados com notícias de casos de agressões, abusos e feminicídios, o que nos faz questionar o porquê de tanta crueldade contra as mulheres. Para entender melhor essa questão, a socióloga Isabelle Anchieta tem se dedicado a estudar o ódio contra as mulheres e suas raízes.

Em uma entrevista recente, Isabelle explicou que o ódio contra as mulheres é baseado em uma “frustração sexual”. Segundo ela, muitos homens não conseguem lidar com a rejeição ou com a ideia de que uma mulher possa ter autonomia sobre seu próprio corpo e suas escolhas. Essa frustração, aliada a uma cultura machista que enxerga a mulher como um objeto de posse, acaba gerando um sentimento de ódio e violência.

A socióloga ressalta que essa frustração sexual não é uma justificativa para a violência, mas sim uma explicação para entendermos a origem desse ódio. Ela também destaca que essa questão não se limita apenas aos homens, mas também pode ser encontrada em mulheres que reproduzem esse discurso machista e violento.

Além disso, Isabelle aponta que a sociedade também tem sua parcela de culpa nesse processo. A cultura do estupro, por exemplo, que culpabiliza a vítima e minimiza a gravidade do crime, contribui para a perpetuação da violência contra a mulher. Além disso, a falta de políticas públicas efetivas e a impunidade também são fatores que alimentam esse ciclo de violência.

Para combater o ódio contra as mulheres, a socióloga defende a importância da educação e da conscientização. É preciso desconstruir a ideia de que a mulher é inferior ao homem e que sua função é servir e satisfazer os desejos masculinos. É necessário promover uma educação que ensine o respeito e a igualdade de gênero desde cedo, para que as futuras gerações cresçam com uma mentalidade mais igualitária.

Além disso, é fundamental que as leis sejam mais rigorosas e que haja uma efetiva punição para os agressores. É preciso que as mulheres se sintam seguras para denunciar e que a justiça seja feita. Também é importante que as vítimas recebam apoio e suporte para superar o trauma e reconstruir suas vidas.

Isabelle Anchieta também destaca a importância do papel da mídia nesse processo. É preciso que os meios de comunicação sejam mais responsáveis em sua abordagem sobre a violência contra a mulher, evitando sensacionalismo e culpabilização da vítima. Além disso, é necessário que a mídia dê mais visibilidade às campanhas e iniciativas de combate à violência contra a mulher, para que a sociedade como um todo se conscientize sobre a gravidade desse problema.

É importante ressaltar que o ódio contra as mulheres não é um problema exclusivo do Brasil, mas sim uma questão global. Por isso, é fundamental que haja uma união entre os países para combater essa violência e promover a igualdade de gênero.

Em resumo, a socióloga Isabelle Anchieta nos alerta sobre a raiz do ódio contra as mulheres e nos mostra que é preciso agir em diversas frentes para combatê-lo. A educação, a conscientização, a punição dos agressores e a responsabilidade da mídia são alguns dos caminhos para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária para as mulheres. É preciso que cada um faça sua parte para que possamos viver em um mundo onde a violência contra a mulher seja apenas uma triste lembrança do passado.

Tags: Prime Plus
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